quarta-feira, junho 22, 2005

O Regresso III

Poetas escondidos,
Mas obreiros que não têm nada
De que se envergonhar.
Rima?
Não rima?
E então?
Somos especiais por
Manejarmos correctamente a palavra da verdade.
Onde andam os nossos poemas?
Talvez perguntem…
Mas o nosso máximo
Está na obra do Senhor.
Os dias são finais,
Ouvem-se muitos ais.
As pessoas andam esfoladas,
Empurradas dum lado para outro,
Como ovelhas sem pastor.
Não andei sem tempo,
Talvez só sem inspiração!
Mas no meu coração vos guardo,
Porque acima de tudo
Tende intenso amor uns pelos outros.

quarta-feira, junho 08, 2005

... de momentos

deus á vezes
põe-nos á frente o que ele quer
e que nos convem
(mas não sem
termos fé)

parecemos uma plantinha
numa poça de água que vai diminuindo
muito devagarinho
e Ele vai nos regando
nõs não damos conta
porque estamos perdidos de pânico...

para o regador muitas vezes
a plantinha é considerada
sim, um ser vivo, mas que não sente dor
(e erramos tanto quando temos o poder de regar)
ele dá-nos a vida sem considerar
se crescemos ou não...

É mais que um pai
É mais que um dono
É mais que um provisor
É mais que um amor
o que deus tem para nos dar,
é ele que se dá
e nós só pensamos muitas vezes na nossa poça de água,
no nosso bem estar.

( ás vezes sinto-me mesmo muito egoista)

Mas somos uma plantinha muito dependente
e muito doente,
fechadinha e mortinha por ser árvore
dona de si ...
mas tão agarrada á terra
e inconsciente dos raios de sol...

...

Somos não somos?
e ele está cá para nós...
e nunca pensei tanto nisto como agora...
e nunca precisamos tanto de pensar como agora...
...somos de momentos.