terça-feira, novembro 29, 2005

Donzela Esplêndida

És a mais linda criação
que me faz viajar
em vulcões em erupção.

Fazes de cada segundo
um momento em ebulição
em que cada olhar profundo
se torna no meu ponto de explosão.

No fundo, no fundo
sinto-me tão bem a escrever
como se te estivesse a oferecer o inteiro mundo.

Como prova duma Amizade que de sem querer
se torna num Amor sem fundo
que se vê
ou que se deixa de esconder
em que se prolifera como um fungo.

Se um Conto eu escrever
serias sempre a mais linda
a Donzela Esplêndida
que um dia ainda questionaria
ao seu Anjo da Guarda
se a sua própia vida pra algo valeria.

O jovem Anjo diria que sim
sem hesitar
com a fé que nos faz andar
que enquanto a vida o faz amar
vale tanto a pena acreditar
não importa quantas vezes tenhamos de chorar.

No coração de cada um
a história nunca acaba
mesmo para uma donzela
sofredora e desesperada
manterei eternamente
as minhas simbólicas asas
protegendo-te do fogo
do sofrimento ardente
fazendo-te crer que mesmo
no meio do lôdo
quem nunca para de lutar vence.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Tributo a "Por fim um sorriso..."

segunda-feira, novembro 07, 2005

Sinfonia II

Ouvir
é entender as palavras com que as notas fazem as frases
e nos dizem o mundo,
dizem que há mais para descobrir,

ouvir tudo e nada que nos ilude o suficiente para decidir
para mostrar o verdadeiro
para mostrar o sentimento
é a outra parte da comunicação.

Sentir e ouvir,
vês os sonhos e sonhas o que não os vês em mais lado nenhum.

O rio que corre numa pauta é maior
e cada uma nota é uma foto de uma gota de água
que geme
e treme
e expande em inumeras ondas.
Expande a alma e o coração
deixa ficar a emoção que guia o corpo que boia só
num azul retro clarissimo,
paz e vazio,
instante indefenido.

Poesia de cordas vocais na sua beleza interdida a quem não percebe.
Função exponencial.
Sentido que alastra em ficção.
Ver ondas do vento.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Sinfonia I

Ouvir é estar atento
Ouvir é estar sempre cem por cento
para quem te fala
É perceber o amor
e perceber o odio
e perceber de todos os direitos,
que podes ajudar sem dizer nada,
é fazer que na sala
o silencio seja ouro,
prata e dourado pintado nos teus labios,
que a tua tez seja suave,
que o orvalho desça alegre,
que haja jubilo no céu
porque somos parte do propósito.

Ouvir é acariciar a pessoa com beijos de consolo
é mais que tudo,
é um conselho calado,
é um compreender silenciado
que grita mais alto que palavras,
que suaviza o momento mais doloroso da queda...