domingo, junho 17, 2007

Caminho…

Caminho pela vastidão dos meus pensamentos.
Os meus olhos abrem portas imaginárias
Onde a verdade que hoje conheço, lentamente se revela
Por meio de essenciais profecias e graciosas parábolas
Que vão florescendo no nosso coração,
Tornando sábio o inexperiente e, humilde o altivo.

Numa dessas portas vejo a nossa pequenez e insignificância
E assim, vejo que tu, Jeová
escolheste as coisas tolas do mundo para envergonhar os sábios;
as coisas fracas do mundo, para envergonhar as coisas fortes;
as coisas ignóbeis do mundo e as coisas menosprezadas,
as coisas que não são, para reduzir a nada as coisas que são.

À medida que vagueio
sinto o vento a desabafar nos meus ouvidos,
E as suas palavras são tristes e nostálgicas.
São palavras de quem conheceu o mundo desde a sua criação
mas lamenta o estado em que ele esteja – numa infeliz devassidão.
E ao ver-te partir vejo que a verdadeira viagem de descobrimento
Não é procurar novas paisagens, é sim, ter novos olhos!
Porque as paisagens infelizmente e por enquanto,
são parte do mundo em que vivemos
Enquanto que os nossos olhos são rejuvenescidos
pela perspectiva futura que temos!

segunda-feira, junho 04, 2007

Escutou...

Sem porquês…
Sofrendo com essa culpa
Disseste: “olha o que nos fez?
Esse sonho sem fé nem desculpa”

Não demora…
Perdoa todas as falhas
Disseste: “quem esquecerá o que Te fiz?
Sou pequena e erro p’lo mundo fora”

E amar como nunca ninguém amou
E esquecer sem rancor e sem porquê
Amar-te…
Guiar-te por mais uma vez

E sorrir quando larga a tua mão,
Quando segues por ti em rectidão
Só a Ele…
Te abrirás em oração…

Resguardar…
O temor que guarda a mente
Disseste: “olha o que perdi...
Não mereço viver eternamente”

Mas Jeová…
Perdoou num momento
Disse: “Nunca abandonei
Quem quer paz, fim do sofrimento”

Pregarás com temor e devoção
Pois Jeová te ajudou, te deu a mão
Escutou-a…
Sim, a tua oração…

E amar como nunca ninguém amou
E esqueceu sem rancor mais uma vez
Sorriste…
Seguiste em frente mais uma vez…


(Salmo 32)