segunda-feira, janeiro 24, 2005

9.24-7

Senti a saliva da fome
pelo pescoço e o rugido
de desejo de Satanás

A escuridão materializada
deixou-me desiludida,
hipnotizada e perdida comigo mesma,
encoberta de um não sei quê
de trevas e cegueira...

Permaneci amovivel
preta figura plana,
qual fundo da íris dispersa,
profundo sono sombrio
e defundo devastado
que sentiu a perversa
ausência de tocar-se em si próprio.

Bastava um nervo de ferro
que tinisse, batesse, rugisse
em conversa com o resto da vida
e soasse qualquer motivação...

Batia sim nota errante
no canto quase bréu
com a última estrela, a razão
gritava para voltar para o céu e ser lua

Pulsa luz! PULSA!
PUlsa e repele
o que ficou impregnado nas paredes
sujas e nojentas do estagnado
do meu pensamento...

Pulsa!PUlsa para fora!
da solução que te prende
que não tem forma senão apagar
dissolver e acabar
o buraco negro da aceitação...

Bate! Teima! força!
...os pregos a quebrar
as tábuas que te impedem
a luz de entrar!

Ferra! torce! suRRa!
...o corpo até sangrar
no intenso esforço de tentar
ser aceitável a ti mesma!

estAla chicote!!!!!
entranha-te! na ferida que me fazes
faço de mim escrava
e não posso olhar a meios de m'obrigar!

ai empuRRA! esforççça... as ligações carnais
e quebra a perna em favor do olho do teu irmão
chega nem que seja a rastjarrr___
porque até para eu entrar devia ser assim...

Tropeça se for preciso
para o outro não tropeçar
mas levanta-te e ajuda a levantar
as barreiras e pedras e obstáculos sem tino
só e apenas com o destino de lá chegar

e descansar e ser aprovado...

1
cor

(Estableço um desafio aos blogers que quizerem responder:
um poema sobre um texto biblico que vos tocou e motivou
de alguma forma a agir, para melhor, claro...)

1 Comments:

Blogger Priscila Santos said...

as maiúsculas só significam a intensidade com que se deve ler e aquela que quero demostrar, para realçar do resto da escrita....

12:03 p.m.  

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