terça-feira, abril 11, 2006

Nisã 11

Erguendo os olhos viu,
com a beleza interior que jorrava,
a mão que as moedas pôs
e a lição que ela ilustrava.

Mesmo assim conseguiu ver,
a dedicação e a pureza do movimento
que repetiria tanta vez no monumento,
aquele espaço prestes a desaparecer.

Não ficará pedra em pedra
e o ensino mudará
e o mundo revelará,
últimos dias, na quebra

de tudo o que era conhecido,
o povo estará perdido
no meio de tribulações
opiniões de entendidos.

Na terra e céus haverá sinais,
e guerras e corações
cheios de conhecimento.
Antes perseguições

e uma fala vigorosa
a que conseguireis ripostar
e vencer e continuar
até quando vires ansiosa

ao teu redor confiante
picando-te a coisa repugnante.
Sabe que deverás fugir
do meio, do campo subir

para os montes, naquele momento
onde deves assentar,
esperar, acalentar a esperança
do esperado livramento.

Porque haverá desalentamento
e a terra será abalada.
O fruto terá colhimento
do Verão na figueira passada.

Mas alerta! prestai atenção
como sentinela alerta,
vigiando cada pedaço de chão,
não vos apanhe o laço que aperta

tão forte o pescoço
com as ansiedades sofucantes,
engasgando-te com o caroço
e soluços carregados e constantes.

Fazei súplica,
fazei petição,
mantém a ordem,
mantém-te em pé,
até á vinda
do filho do homem.