quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Levantas-me ao vento,
fazes-me cavalga-lo,
depois dissolves-me em estrondo.

Pereça eu no tempo
por poder relembrá-lo,
esquece-lo deveras, dia neblado,

no dia abrumado, carregado.
De sol se prive a vida
e o mundo ande encabritado,

pereçam também as estrelas,
em únissono declarem uma nova estação
de desgaça e perturbação,

seja maldita a hora do nascimento,
maldito o grito de contantamento
por ter vindo ao mundo injustiçar,

pecar indefinidamente,
sem justiça que me alcanse,
sem um colo de consolo,

sem uma vida, contentação
longe como o fundo do poço
nem dele vejo chegar o chão.

Não me põem fim.
Não me dão inicio.
Não descanço no interim...

...se de novo me dão
um olhar impiedoso,
pontapé, empurrão...

1 Comments:

Blogger Deborah said...

mutio bom mm. kem me dera ser cm Jó...plo menos ter a paciência dele. bjokas

9:46 a.m.  

Enviar um comentário

<< Home