Oração
.. Jeová,
lembra-te de mim qd estiveres revendo
a revisão daqueles que por ti imploram.
..
...olha!
Olha... para os meus cabelos
que pendem sem vontade,
que pendem de caridade
inundados em apelos,
que infundados
ainda persistem em bater
para que se lhes abra a porta.
(nao te vás)
A minha única fundação
és tu padrão colossal,
tesoura pela qual devo ser cortada
num corte digno de abismo
a fundo e final.
Perco-me em tudo
e apenas meus cabelos pendem,
protegem e suspendem
o meu suspiro desanimado.
(Cansa-me)
É esta a minha esperança
que me transformes em lembrança
azul e dourado
no teu enorme livro,
que parece desencontrado
de mim.
(não me deixes de procurar
que ainda estou aqui,
ainda tento desviar
as nuvens que se atravessam)
Tenho duas vozes mas sou só uma.
Queria que me tomasses por certa,
queria ver
e nao passo de uma camada superficial
que fujo,
que sujo
o que nem é chão,
o que não é perdão
nem necessidade.
Perdoa-me a vontade,
a frontalidade,
a minha obstinação
de ainda pensar que sei o que é a justiça.
Só quero que saibam que sei
que nem em sonhos me consigo imaginar,
muito menos em poesias
me realizar,
ou fazer-me,
ou dizer-me.
Perdoa-me se nunca me consegui explicar
se foi falta de madurez avançar...
lembra-te de mim qd estiveres revendo
a revisão daqueles que por ti imploram.
..
...olha!
Olha... para os meus cabelos
que pendem sem vontade,
que pendem de caridade
inundados em apelos,
que infundados
ainda persistem em bater
para que se lhes abra a porta.
(nao te vás)
A minha única fundação
és tu padrão colossal,
tesoura pela qual devo ser cortada
num corte digno de abismo
a fundo e final.
Perco-me em tudo
e apenas meus cabelos pendem,
protegem e suspendem
o meu suspiro desanimado.
(Cansa-me)
É esta a minha esperança
que me transformes em lembrança
azul e dourado
no teu enorme livro,
que parece desencontrado
de mim.
(não me deixes de procurar
que ainda estou aqui,
ainda tento desviar
as nuvens que se atravessam)
Tenho duas vozes mas sou só uma.
Queria que me tomasses por certa,
queria ver
e nao passo de uma camada superficial
que fujo,
que sujo
o que nem é chão,
o que não é perdão
nem necessidade.
Perdoa-me a vontade,
a frontalidade,
a minha obstinação
de ainda pensar que sei o que é a justiça.
Só quero que saibam que sei
que nem em sonhos me consigo imaginar,
muito menos em poesias
me realizar,
ou fazer-me,
ou dizer-me.
Perdoa-me se nunca me consegui explicar
se foi falta de madurez avançar...

2 Comments:
"Tenho duas vozes mas sou só uma." podes explicar-me o sentido desta frase? Assim à primeira faz lembrar a "dupla personalidade".
a voz do coração e a voz da mente...
as duas ás vezes diferem.:p
:)
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