segunda-feira, março 26, 2007

Rodopio ao sabor do vento.
Cabelo solto enquanto penso.

Fixo o céu o vento passa,
A água destrói, o tempo massa.

O lusco-fusco apaga a força,
A culpa é minha, que desgraça.

Não vejo o fim
Por mais que tente,
E fico assim
Serena consciente.

Grito em vão
‘Tou desnorteada
Sem a Tua mão
Estaria enterrada.

Sigo os teus passos enquanto canto:
Vida eterna, Fim do pranto.



(13.11.2006)

sábado, março 03, 2007

Convicção

Alimento uma admiração profunda,
e o que sinto por Ti
concretiza-se e sonha-se
todos os dias no milagre de acordar
vai alem do sonhado,
do desejo em almejar uma alma eterna.

Porque até mesmo a mais interna
vontade de sobreviver,
se apaga no amor de te entender
e de provar-lo no desafio sobrenatural,
esfalfando-me no declive teatral
de em problemas e imperfeições tender.

Ter a convicção e prever
a boa ocasião para te defender,
para te apresentar, meu amor,
meu Pai, meu amigo, meu Senhor,
e ter tudo em instinto natural
como respirar. Essencial.

Viver no teu colo,
viver na tua repreensão,
viver na tua obra de pregação,

viver no teu reflectido mundo
e amar o mundo que não te reflecte,
que ainda brilha nascido,
ter do teu seio recente saído.

Pois se os nossos pés brilham,
em teus adornos galáxias giram,
fazes de cada sol um reflexo ocular
e em cada lágrima derramada
implode a maldade calada
com medo de barafustar.

Morre isso tudo,
jaz a teus pés,
mas a calma personificada
no teu rosto invulgar,
tanto está ela molhada,
como revoltada no revés.

(És quem és
e não deixas por ser,
o perfeito do bués
ser tudo o que há para ter.)